Dorme o tempo... Fico nas lembranças,
Ouvindo ainda a voz que me acalanta.
Doce e mansa... Colo macio.
Hoje o tempo parado tão vazio!
Mãos entrelaçavam meus cabelos,
Pondo no gesto todo amor, todo desvelo.
Ouvindo-me cantar: "se esta rua fosse minha",
Brilhavam-lhe os olhos, vinha o abraço! Filhinha:
-Se minha fosse esta rua,
Nossa vida não seria tão nua
Das alegrias que eu sonho pra lhe dar!
Mas, venha! Sonhemos...
Juntas nela vamos passear.
Cheia de brilho, talvez do sol nascente,
À noite, luz de estrelas incandescentes,
Iluminando nosso sonho de momento,
Passemos as duas, nesta rua, em pensamento !
O abraço, a risada, o riso. Beijos...
Nos momentos intensos de ternura,
Nesta tão grande saudade eu me vejo,
Juntas, caminhando em nossa rua!