Rasgo-me! Exponho-me
nua!
Complacente a luz da lua
Banha-me de cor prateada,
Em estátua transmutada .
Não importa a porta aberta
Da alma que atrás se esconde
Meu corpo a lua acoberta.
A brisa me leva ao longe.
Fogem os medos, incertezas...
Sou a pura realeza luz!
Na noite do meu desmando,
Caem os véus desgastados
Que ainda me prendem, enroscados!
Exposta, vou desnudando...
Jogo os falsos pudores,
Enfrento o mundo que espelha.
Apago os tabus dos horrores!
Da vergonha não é hora.
Sou mais leve, sou centelha
Na noite que não demora!