Águas límmpidas,
borbolhões da serra,
Na vertente da pureza milenar,
Alma filtrada do choro da Terra,
Lavando pedras pra chegar ao mar!
Nesse pranto há tanta beleza
Das águas puras nascidas das fontes,
Lágrimas saídas de tal profundeza,
Pranteadas gotas dos olhos dos montes!
Com seu choro leva o renascer,
Limpidez bruta, do solo, vertida.
Arremessados prantos desse teu nascer,
Correnteza mansa, em rio, convertida.
Em suas margens telas coloridas,
Navegando, no remanso, velho canoeiro,
Passarada em festa no vigor da vida ...
Águas generosas regam o mundo inteiro !